Não mais cantarei meu amor por ti. Não mais.
Não mais contarei a ti minhas noites insônes, rebeldes ao embriante sabor do tinto líquido.
Não mais falarei dos meus despertos sonhos em que viajávamos por terras do nunca mais.
Não mais saberás o quanto, o tanto dos meu medos de não tê-la novamente em meus braços.
Não mais direi a ti minhas ânsias por teu corpo nu.
Não mais verás nos meus a alegria de ver os teus olhos cintilantes.
Não mais perceberás meu riso corresponder o teu mágico sorriso.
Jamais e não mais conhecerás a intensidade viva e real de minha eterna adoração.
Não mais minha musa.
Não mais meu bem.
Não mais um porvir de amor eterno...
sexta-feira, 23 de março de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
Tempos idos..
Ele foi passando e eu não percebia.
Com ele algumas coisas ficaram distantes
Algumas pessoas foram se perdendo
Certas mudanças aconteciam
Mas eu não enxergava ele passar.
De forma veloz, outras vezes lenta
Ele foi escorregando por entre os dedos
Foi percorrendo meu corpo
e o adulterando.
Foi transformando minha pele
tornando-a mais enrugada
e imprimindo nela, muitos sinais de si.
Foi mexendo com meus cabelos
alterando-lhe a cor
e tornando-os escassos.
Ele foi vagarosamente percorrendo
caminhos muitas vezes tortuosos
e sempre me levou consigo.
Inexoravelmente ele seguiu sua trajetória
não se importando com minhas dores
minhas fantasias
meus amores.
Ele passou
levou consigo minha inocência
tornou-me outro ser
Este ser que tornou-se gente grande
e já não consegue mais achar o caminho
pra "terra do nunca".
Com ele algumas coisas ficaram distantes
Algumas pessoas foram se perdendo
Certas mudanças aconteciam
Mas eu não enxergava ele passar.
De forma veloz, outras vezes lenta
Ele foi escorregando por entre os dedos
Foi percorrendo meu corpo
e o adulterando.
Foi transformando minha pele
tornando-a mais enrugada
e imprimindo nela, muitos sinais de si.
Foi mexendo com meus cabelos
alterando-lhe a cor
e tornando-os escassos.
Ele foi vagarosamente percorrendo
caminhos muitas vezes tortuosos
e sempre me levou consigo.
Inexoravelmente ele seguiu sua trajetória
não se importando com minhas dores
minhas fantasias
meus amores.
Ele passou
levou consigo minha inocência
tornou-me outro ser
Este ser que tornou-se gente grande
e já não consegue mais achar o caminho
pra "terra do nunca".
domingo, 18 de dezembro de 2011
Já não quero mais.
Eu queria ter ódio de ti.
Não,
ódio é excesso.
Queria então ter uma raiva
ou sentimento similar
para manter-me afastado de ti,
e não ter esta paixão
que me lança aos teus pés
convulsivo servo de teus humores.
Eu queria ter asco do teu corpo
um certa repulsa por teus seios
algo que me fizesse a cada dia
mais distante de tua carne.
E não sentir este amor
que atrai meu corpo para junto do teu
feito imã e cola.
Eu queria ter enjôo destes teus olhos que são doces
para que eu não quissesse janais olhá-los
ou ter náuseas cada vez que meus lábios encostassem nos teus
para ter sempre receio de tocá-los novamente
e manter-me assim longe de ti.
Bom, era isso.
Eu queria...
mas agora que chegaste
já não quero mais.
Não,
ódio é excesso.
Queria então ter uma raiva
ou sentimento similar
para manter-me afastado de ti,
e não ter esta paixão
que me lança aos teus pés
convulsivo servo de teus humores.
Eu queria ter asco do teu corpo
um certa repulsa por teus seios
algo que me fizesse a cada dia
mais distante de tua carne.
E não sentir este amor
que atrai meu corpo para junto do teu
feito imã e cola.
Eu queria ter enjôo destes teus olhos que são doces
para que eu não quissesse janais olhá-los
ou ter náuseas cada vez que meus lábios encostassem nos teus
para ter sempre receio de tocá-los novamente
e manter-me assim longe de ti.
Bom, era isso.
Eu queria...
mas agora que chegaste
já não quero mais.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Sentimentos,
Os sentimentos de repente se apoderam de nós...
E se nos deixamos por eles levar ficamos como náufragos em meio a tempestades de prazer e dor.
E se conseguimos os controlar padecemos de frustrações - corpo e alma.
Os sentimentos nos guiam...
Para lados que não pensamos em ir
Para caminhos que nunca desejamos percorrer
Para sóis e luas incertas
Os sentimentos nos aprisionam...
em outros corpos
em outros corações
em outras almas
Os sentimentos nos libertam...
da hipocrisia
da moralidade
da racionalidade
Os sentimentos nos jogam no chão, humildes a espera de reconhecimento e correspondência
Mas também nos atira para o alto, tentando nos ensinar a voar com a imaginação
Ah, o que seria de nós sem os sentimentos
Essa coisa que não cabe numa palavra
não se traduz em frase
não se explica em versos
Essa coisa que surge num olhar
num abraço
num beijo
em mãos atadas
ou estendidas em adeus
Os sentimentos... tenho os meus, mas quero os do mundo.
E se nos deixamos por eles levar ficamos como náufragos em meio a tempestades de prazer e dor.
E se conseguimos os controlar padecemos de frustrações - corpo e alma.
Os sentimentos nos guiam...
Para lados que não pensamos em ir
Para caminhos que nunca desejamos percorrer
Para sóis e luas incertas
Os sentimentos nos aprisionam...
em outros corpos
em outros corações
em outras almas
Os sentimentos nos libertam...
da hipocrisia
da moralidade
da racionalidade
Os sentimentos nos jogam no chão, humildes a espera de reconhecimento e correspondência
Mas também nos atira para o alto, tentando nos ensinar a voar com a imaginação
Ah, o que seria de nós sem os sentimentos
Essa coisa que não cabe numa palavra
não se traduz em frase
não se explica em versos
Essa coisa que surge num olhar
num abraço
num beijo
em mãos atadas
ou estendidas em adeus
Os sentimentos... tenho os meus, mas quero os do mundo.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
"A morte não se aproxima com trombeta*"
* Provérbio Dinamarquês
Mês passado completei 10 anos de formatura como enfermeiro. Todos eles dedicados ao trabalho na atenção básica, mais precisament em Equipes de Saúde da Família. Primeiro na zona urbana de Caucaia, depois na zona rural de Paracuru.
Trabalhar na atenção básica nos aproxima mais das pessoas sadias ou com doenças crônicas tratáveis e que permitem aos pacientes terem vida com qualidade. O que quero dizer é que na atenção básica o contato do profissional de saúde com a morte é mais distante e menos intenso.
Mas comparado a o quê afirmo isto.
Comparado ao trabalho nos hospitais.
Mal findado meus 10 anos de enfermagem um golpe do destino mudou completamente meu fazer laboral. Há mais ou menos três meses deixei completamente o trabalho nas unidades básicas de saúde para realizar trabalho em hospitais. Digamos que é uma mudança da água para o vinho.
Esta nova vivência nos hospitais me fez então perceber que a morte ronda com frequência os leitos hospitalares, mesmo nos hospitais de vida, como são as maternidades.
Aliás, estes meus novos trabalhos, são dois, me fazem transitar de um lugar de nascimento, onde a dor logo dá lugar a alegria do surgimento de um novo homem, para um lugar onde frequentemente a morte marca presença, por ser um espaço de tratamento de doenças incuráveis e fatais.
Digo estas coisas para tentar expressar o conflito que é presenciar a chegada da morte.
Por mais preparados que estejamos, nós, pessoas com sentimentos - que não sejam frias e alheias à dor do outro - sempre sentiremos um pesar e um frio na espinha ao perceber a presença da morte no rosto lívido e imóvel de quem deixa saudades.
Seja inesperadamente através de doenças fatais e repentinas, seja de forma lenta por meio das doenças crônicas, a morte se insinua e se mostra com uma frequência singular nos hospitais.
Seja qual for a instituição, moderna ou antiga, equipada ou não, em qualquer hospital, como em qualquer outro lugar e tempo, a morte surge inexoravelmente.
E é preciso respeitá-la, assim como respeitamos a vida.
A MORTE
A morte vem de longe
do fundo dos céus
Vem para os olhos meus
virá para os teus
Desce das estrelas
das brancas estrelas
As loucas estrelas
Trânsfugas de Deus
Chega impressentida
Nunca inesperada
Ela que é na vida
a grande esperada!
A desesperada
do amor fratricida
dos homens, ai! dos homens
que matam a morte
por medo da vida.
(Vinicius de Moraes)
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Para reflexão...
Num Samba Curto
Paulinho da Viola
Meu samba andou parado
Até você aparecer
Mudando tudo
Lançando por terra o escudo
Do meu coração
Em repouso
Ontem uma rocha fria
Hoje assim exposto
Deixando entrar sem medo a vida
Aquilo que eu não via
Só agora eu reparei
Que não vi seu rosto
E que você partiu
Sem deixar seu nome
Só me resta seguir
Rumo ao futuro
Certo de meu coração
Mais puro
Quem quiser que pense um pouco
Eu não posso explicar meus encontros
Ninguém pode explicar a vida
Num samba curto
Paulinho da Viola
Meu samba andou parado
Até você aparecer
Mudando tudo
Lançando por terra o escudo
Do meu coração
Em repouso
Ontem uma rocha fria
Hoje assim exposto
Deixando entrar sem medo a vida
Aquilo que eu não via
Só agora eu reparei
Que não vi seu rosto
E que você partiu
Sem deixar seu nome
Só me resta seguir
Rumo ao futuro
Certo de meu coração
Mais puro
Quem quiser que pense um pouco
Eu não posso explicar meus encontros
Ninguém pode explicar a vida
Num samba curto
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Paulinho da Viola - Meu Mundo é Hoje
Minha futura psicóloga, adoro este cantor e compositor - Paulinho da Viola - músico, por perceber nas músicas que faz e que canta, um pouco de filosofia e um pouco de psicologia. Acho que vale a pena ouvir sua discografia.
Abraços, agora que já sabemos quem somos um e outro.
Abraços, agora que já sabemos quem somos um e outro.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
De tempos em tempos.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Antinatural
Se fosse assim:
A boca diz e beija
Os braços prendem e soltam
O corpo seduz e deseja
E as pernas se abrem e enroscam
Seria normal (natural).
Mas se fora:
Os braços se abrem e enroscam
A boca seduz e deseja
As pernas prendem e soltam
O corpo diz e beija
Seria diferente
No entanto,
Os braços dizem adeus
As pernas fogem de mim
O corpo longe do meu
A boca fala do fim
Minh’alma escravizada chora
Meu corpo possuído goza
Tão estranho nosso amor
Ora prazer, ora dor.
Anderson Silva Sousa
terça-feira, 5 de julho de 2011
Paulinho da Viola - Solução de Vida
Dedico esta música para uma futura psicóloga.
Acreditei na paixão
E a paixão me mostrou
Que eu não tinha razão
Acreditei na razão
E a razão se mostrou
Uma grande ilusão
Acreditei no destino
E deixei-me levar
E no fim
Tudo é sonho perdido
Só desatino, dores demais
Hoje com meus desenganos
Me ponho a pensar
Que na vida, paixão e razão,
Ambas têm seu lugar
E por isso eu lhe digo
Que não é preciso
Buscar solução para a vida
Ela não é uma equação
Não tem que ser resolvida
A vida, portanto, meu caro,
Não tem solução
Acreditei na paixão
E a paixão me mostrou
Que eu não tinha razão
Acreditei na razão
E a razão se mostrou
Uma grande ilusão
Acreditei no destino
E deixei-me levar
E no fim
Tudo é sonho perdido
Só desatino, dores demais
Hoje com meus desenganos
Me ponho a pensar
Que na vida, paixão e razão,
Ambas têm seu lugar
E por isso eu lhe digo
Que não é preciso
Buscar solução para a vida
Ela não é uma equação
Não tem que ser resolvida
A vida, portanto, meu caro,
Não tem solução
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Aos leitores...
Escrita Lenta
É preciso escrever devagar para que as palavras não briguem com as idéias e saiam fugidias. É preciso escrever sem pressa para que a sonoridade não fuja das rimas. Para que possam se encontrar num soneto maior ou menor. É preciso escrever com preguiça e lentidão. Como se estivesse sempre em Pásargada ou Itabira. Como se sempre houvesse uma pedra no meio do caminho. Escrever sem a velocidade consumista e editorial. Fazê-lo pelo prazer de dizer o interdito e o não dito. O que está escondido aos olhos de muitos e ofuscam os de poucos. É preciso escrever primeiro para mim. Para tirar do peito todos os sentimentos, meus e do mundo que carrego comigo. Para alegrar minha alma melancólica e só. Para conter meu gênio utópico. Para expor o que quero falar, mas que só me saem assim, por meio de linhas mal escritas. Quiçá para eu simplesmente expor-me. É preciso que eu me escreva e escreva para mim e só depois, disto, escrever para ti. Por isso a escrita é lenta.
Anderson Sousa
sábado, 2 de julho de 2011
(D)Escre(Ver)
Dos versos que te escrevi
Em nenhum te descrevi
Como no primeiro dia em que te vi.
Nem posso te descrever
Como dói te ver
Sem poder te escrever.
Mas sei que tu vias
Quando eu te escrevia
No verso do retrato à mão que te descrevias.
Por isso não esqueças que te escrevi
As formas com as quais aprendi a te descrever
Quando pelo meu coração eu te via.
(Anderson Silva Sousa)
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Teus olhos
Teus verde mares calmos provocam ondas revoltas de amor em meu coração.
Nau à deriva, sem capitão, nem vela
sem remo, nem braço
sem leme e nem cais de chegada.
Na realidade não são propriamente verdes.
Ou os são?
Sempre dependo da pesrspectiva da luz para vê-los verde-mar.
Ou para vê-los cor de mel
de uma doçura intragável,
de uma mansidão,
por isso também não se parecem com o mar,
despertadora de paixões.
Vê-lo, então, pelo reflexo mirando-me
Vê-lo, assim, no acaso olhando-me
Dúvidas me despertam.
Sempre eles a me encantar de forma inquietante
Às vezes uma lago calmo
Às vezes um favo
Mas sempres os mesmos
Sempre eles
Sempre os teus
Sempre você.
Na claridão de um sol reinante
eles me surgem como um imenso mar de perdição.
Daqueles onde se perdem todos que se arriscam a enfrentá-los.
Mas basta uma sombra de nuvem passageira
para que recupere, teus olhos,
o nectar transfigurado das abelhas
Ah, como me alucinam estes teus olhos!
Como os desejava serem meus!
Queria neles ficar à deriva.
Neles desejava provar o doce.
Bastava uma chance para naufragar no mar doce dos teus olhos.
(Anderson Silva Sousa)
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SE
Fosse ela dizer palavras de amor ao meu ouvido
Estaria minha alma inquieta e feliz
Fosse ela tomar-me pela mão e deitar-me em seu leito
Estaria meu corpo em chamas e brasas
Fosse ela deixar-me exausto e nu
Estaria meu ser saciado e em dúvida
Se: é tudo sonho e esperança
(Anderson Silva Sousa)
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